Crueldade

Família denuncia que policiais torturaram jovem com faca, marteladas e saco na cabeça no Ceará

Por Portal NDR

Uma família denunciou que um jovem de 18 anos foi torturado por policiais militares em Capistrano, no interior do Ceará. Os agentes teriam usado uma faca, martelo e saco plástico para torturar a vítima. A abordagem aconteceu neste último sábado dia 17 de outubro 2026.

A Controladoria Geral de Disciplina dos Órgãos de Segurança Pública e Sistema Penitenciário (CGD) informou que está investigando a ocorrência no âmbito administrativo. Já a Polícia Militar do Ceará disse que vai instaurar investigação preliminar para apurar os fatos relatados na denúncia, sem prejuízo da apuração paralela e independente pela CGD.

“A Corporação reafirma seu compromisso com a legalidade e ressalta que não compactua com condutas ilícitas praticadas por seus integrantes”, destacou.

Os familiares alegaram que os policiais invadiram a casa, que fica no distrito de Sítio Curimatã, sem apresentar mandado de prisão ou de busca e apreensão. Os agentes chegaram à casa na tarde de sábado, quando a família estava reunida para um aniversário. O g1 teve acesso aos boletins de ocorrência feitos pela família para denunciar o caso à Polícia Civil e à CGD.

Nos documentos, a família detalhou que o jovem foi torturado com um saco plástico na cabeça, com marteladas no joelho, golpes com cabo de vassoura e uma facada na mão. Eles fizeram um vídeo mostrando as lesões na vítima após a abordagem policial.

Os policiais teriam invadido a casa e abordado o jovem em busca de informações sobre um homem que é apontado como membro de uma facção criminosa. A família, no entanto, disse que o jovem não conhece o suspeito.

Abordagem violenta em junho

A família relatou que não foi a primeira vez que o jovem passou por uma abordagem violenta por policiais militares de Capistrano. Em junho de 2026, militares teriam invadido a casa sem permissão, questionando sobre suspeitos de crimes, materiais ilícitos e danificado o celular dele jogando o aparelho na água.

A família informou que não denunciou o caso, à época, pois foi ameaçada pelos policiais. Nos boletins, uma parente do jovem disse ainda que os PMs ameaçaram matá-lo e forjar um suicídio dele ou troca de tiros, caso a agressão fosse denunciada.

No dia 15 de outubro 2026, os policiais teriam invadido a casa de uma irmã da vítima em busca de um suspeito de crimes. A família alega que a mulher teve apenas um breve relacionamento com o suspeito, mas que eles não estão mais juntos.

Em nota, a advogada da família disse que está adotando todas as providências legais cabíveis, visando à apuração rigorosa e imparcial dos fatos, à responsabilização criminal, civil e administrativa dos eventuais envolvidos e à preservação da integridade física e psicológica da vítima, inclusive mediante acionamento dos órgãos de controle e fiscalização competentes.

“Ressalta-se que a vítima teme concretamente por sua própria vida e por sua segurança, diante da gravidade dos acontecimentos relatados e do receio de possíveis represálias […] Nenhuma prerrogativa funcional autoriza a prática de tortura, violência arbitrária ou abuso de autoridade. O exercício do poder estatal encontra limites intransponíveis na Constituição Federal e nos direitos fundamentais do cidadão”, reforçou a defesa.

“Portal NDR Sua Informação Diária”. 

Tags: abuso de autoridade agressão contra jovem apuração dos fatos Caso policial combate à violência denúncia da família denúncia de abuso de poder denúncia de tortura denúncia grave direitos do cidadão Direitos humanos investigação criminal investigação policial jovem torturado justiça no ceará Notícias do ceará notícias policiais plantão policial polícia do ceará Portal NDR Segurança Pública suspeita de tortura tortura policial violência no ceará violência policial
Compartilhar: Facebook | Twitter | WhatsApp